terça-feira, 25 de setembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

TODOS, Caminhada de Culturas

Já na 4ª edição, o Festival TODOS, Caminhada de Culturas este ano para além de ter alargado o área geográfica - adicionalmente à clássica área do Intendente / Martim Moniz expandiu-se para a área do Poço dos Negros / S. Bento -  apresentou uma maior aposta na vertente dos encontros gatronómicos.
Houve ofertas gastronómicas de Timor, Xangai, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Nepal, Goa, Bélgica e Alentejo, que se desenrolaram no mais variado tipo de espaços.
Optámos pelo encontro "Cachupa e Conversas" que decorreu no Restaurante Tambarina. Não cheguei a perceber bem a dinâmica mas seguramente que a procura excedeu claramente o que era suposto. Diria que ao jeito africano, em particular cabo verdiano, reinou o espírito descontraído e do "cabe sempre mais um". Ou seja, se estava pensada qualquer organização para aquela noite, esta ficou totalmente comprometida.
Resultado, não houve conversas. Apenas, o essencial, a cachupa. E estava bem boa.
Para além da cachupa comemos ainda uns, muito saborosos, pastéis de milho e atum com um toque picante.
 









Quando acabámos de comer, pois tivemos a sorte de a nossa mesa ter sido a primeira a ser servida, outras mesas estavam por servir.
Seguimos o nosso rumo até à Mercearia Goesa, onde o prato servido aquela hora foi música indiana, e de seguida continuámos até ao restaurante Be | Bel onde as sonoridades foram brasileiras.
 
Já fora do programa Festival TODOS, seguimos a nossa viagem pelo mundo sem sair de Lisboa. Rumámos até à Graça, mais concretamente à Caixa Económica Operária, onde decorria a Mojito Embassy, sob o signo do rum Havana Club.
Este evento, que decorre um pouco por todo o mundo, procura proteger o autêntico Mojito, que deve ser feito com ingredientes frescos.










Nesta lógica no 1º piso da Caixa Económica Operária foi transformado num Mojito Market, onde estavam todos os ingredientes (lima, hortelã, rum, açucar, gelo e água com gás) necessários para aprender com a ajuda de um Cantinero (barman) um verdadeiro Mojito. Nesse mesmo piso situava-se o palco e a pista de dança, de onde jorravam sonoridades e ritmos do Caribe.
No piso de cima encontrava-se o Cantinero Bar, onde eram profissionais que preparavam os Mojitos.










Acabámos a noite de passaporte na mão. A atestar os lugares da nossa viagem.

domingo, 23 de setembro de 2012

Instantes Algarvios

As melhores pizzas e mojitos de Sagres encontram-se no Hookipa, um dos espaços mais cool, onde logo à entrada há o seguinte aviso "leave your ego here".
Trata-se de um óptimo espaço para um jantar  informal de pizzas e uma noite descontraída.










Todo o ambiente remete para a temática do surf, inclusive as pizzas têm nomes como Waimea, Uluwatu, Supertubos, Mundaka, tudo ondas de nível internacional.

Recentemente, também em Sagres, na Praça da República, abriu o restaurante Rosa dos Ventos ConVida.










Para além do espaço interior, tem uma esplanada na Praça e outra nas traseiras que apresenta uma vista deslumbrante para o mar da praia da Mareta. Nesta esplanada é possível optar pelos poufs, sofás ou mesas. É um espaço fantástico a qualquer hora do dia e para fazer qualquer refeição ou beber um copo.
Quando por lá estivemos optámos pelos petiscos. Experimentámos os camarões com alho e pesto caseiro, ovos com farinheira, pão de alho, bolinhas de alheira e patés diversos.
Para além de estar tudo bom, destaca-se os preços muito acessíveis.

Na nossa estadia algarvia estiveram presentes os incontornáveis doces algarvios.
Alguns adquiridos numa feira na Praia da Luz, a uma produtora de S. Brás de Alportel
e outros na Boutique dos Doces, em Lagos. Inicialmente apenas fábrica de doces regionais algarvios, abriu posteriormente também uma loja onde vende uma parte das 3 mil unidades que em média produz por dia. Para além da elevada qualidade, destaque para os preços muito mais baixos do que os praticados nas restantes pastelarias.
Para além dos doces é possível adquirir compotas, licores e outros produtos tradicionais.

Também em Lagos fomos até ao mercado em busca de marisco. Não havida nada de concha por conta das toxinas que assolavam os areais algarvios por aqueles dias. Deparámo-nos e depois regalámo-nos com uns saborosos lagostins.

Ainda em Lagos, fomos comer peixe ao Escondidinho. Conhecido pela qualidade do seu peixe, mas sobretudo pela opção do rodízio de sardinhas e carapaus. Paga-se 10 euros, mais 3 euros pela salada e 1 euro pelas batatas e come-se as sardinhas ou carapaus que se quiser ou conseguir.
Os comensais no fim podem registar nas paredes da esplanada os seus feitos.

Quem comer mais do que 40 sardinhas não paga nada. Deve ter sido o que sucedeu ao Sr. Bezana em Julho de 2010.
No meu caso fiquei longe desse feito mas contente pelo desempenho, comi 12 dessas daí de baixo.
Quantidade à parte relevo para a qualidade da sardinha e da sua assadura. Em Lagos é de ir em busca deste restaurante Escondidinho.

sábado, 22 de setembro de 2012

O Leão de Porches

Era início de Setembro. Dia de aniversário. A celebração deu-se em Porches, simpática vila algarvia, onde se passa vezes sem conta quando se percorre a EN125 mas que provavelmente poucos se detêm, no restaurante O Leão de Porches, um dos clássicos algarvios.
Recentemente este restaurante passou a ter um novo chef, o britânico George Tannock, que já passou por diversos restaurantes de referência internacional.
Não conhecemos a gestão anterior mas fomos até lá experimentar  a cozinha actual, que aposta numa mistura de produtos regionais com elementos mais modernos.
Numa noite amena e agradável optámos pela esplanada, muito aprazível e charmosa. O interior, apesar de pequeno pareceu-nos muito acolhedor.
Ainda balançámos pela escolha de uma salada de atum confitado com emulsão de wasabi para entrada mas optámos por avançar logo para os pratos principais.
Antes, porém, veio o couvert composto por azeitonas temperadas com alho e tomate, manteiga de tomate seco, azeite de alecrim e duas variedades de pão acabado de fazer e de óptima qualidade. De seguida veio um agrado do chef no formato de amuse bouche de abacate e salmão. Soberbo.
De pratos principais a opção recaiu na sugestão de peixe do dia, que consistia num filete de dourada, com pele estaladiça da mesma, courgete, tomate amarelo, espuma de espinafres e coentros, com feijão e pasta de azeitona preta.
A outra escolha foi um salmão cozinhado a baixas temperaturas com acelgas e um aveludado de couve flor, ravioli de manjericão e espuma de lima. Ambas as escolhas muito bem empratadas, com uma apresentação, qualidade e sabor divinal.
De sobremesas optámos por um ananás escalfado em pimenta Sichuan com gengibre e sorvete de lima e por uma delícia de chocolate com uma base de praliné, gelado de caramelo e redução de cardamomo e laranja.
Destaca-se sobretudo esta última sobremesa, muito bem elaborada, ainda que o sorvete de lima da primeira fosse extraordinário.
Em súmula, nessa noite tivemos uma fantástica viagem de texturas e sabores.